Após audiência de custódia, Justiça mantém prisão dos oito vereadores de Turilândia investigados por desvio de R$ 56 milhões

Na audiência de custódia nesta quinta-feira (12), a Justiça do Maranhão decidiu manter presos os oito dos 11 vereadores de Turilândia que estavam em prisão domiciliar, mas descumpriram regras como o uso da tornozeleira eletrônica. Por isso, a detenção deles virou prisão preventiva.
Os oito veredores estão entre os investigados suspeitos de participar de um esquema de corrupção que desviou mais de R$ 56 milhões da Prefeitura de Turilândia.
A investigação, que envolve autoridades locais e empresários, apura crimes como organização criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro. O prefeito da cidade, Paulo Curió, está preso desde o fim do ano passado. Ele é suspeito de comandar o esquema.
A decisão de prisão preventiva dos oito vereadores foi tomada pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, nessa quarta (11). A decisão é da desembargadora Maria da Graça Peres Soares.
No mesmo dia, os parlamentares foram conduzidos para a delegacia regional de Santa Helena. Agora eles serão levados ao Presídio de Pinheiro, ficando à disposição da Justiça.
A prisão preventiva dos vereadores havia sido convertida em medidas menos severas em dezembro de 2025, mas, segundo o MP-MA, os parlamentares violaram as condições estabelecidas, especialmente no que se refere ao contato entre eles e outros investigados.
A decisão também excluiu dois vereadores, Daniel Barbosa Silva e José Luís Araújo Diniz, que não descumpriram as restrições e, portanto, não foram alvos do pedido de prisão.
Os vereadores presos são:
Gilmar Carlos Gomes Araújo
Mizael Brito Soares
José Ribamar Sampaio
Nadianne Judith Vieira Reis
Sávio Araújo e Araújo
Josias Fróes
Carla Regina Pereira Chagas
Inailce Nogueira Lopes
O que diz a defesa dos vereadores
Por meio de nota, a defesa dos vereadores afirmou que considera as novas prisões ilegais, pois os cidadãos já estavam presos e cumprindo "rigorosamente a prisão domiciliar com monitoramento por tornozeleira eletrônica".
Leia, abaixo, a nota na íntegra:
A defesa dos vereadores de Turilândia considera as novas prisões manifestamente ilegais por uma razão simples e alarmante: foram decretadas contra cidadãos que já estavam presos, cumprindo rigorosamente a prisão domiciliar com monitoramento por tornozeleira eletrônica.
A decisão do Tribunal de Justiça se baseia em interpretações equivocadas de fatos que a defesa já havia esclarecido em petições protocoladas antes do julgamento. Lamentavelmente, os argumentos da defesa foram completamente ignorados, em clara violação ao direito de ser ouvido. A defesa confia que a ilegalidade será reparada e será restaurada a justiça e a liberdade dos parlamentares.
Fonte: G 1 Maranhão
