Ex-diretor acusado de estuprar crianças em creche na cidade de Timon, rompe tornozeleira e foge

09/07/2026

O ex- diretor-adjunto Alberto Luiz, de 49 anos, investigado por estupro de crianças em uma creche no bairro Vila João Reis, em Timon (MA), rompeu a tornozeleira eletrônica no último domingo (5) e é considerado foragido da Justiça.

A informação foi confirmada pelo delegado Cláudio Mendes, da Delegacia Regional de Timon.

"Um novo pedido de prisão foi feito pelo Ministério Público. O inquérito foi concluído pela Polícia Civil e, assim que localizarmos o investigado, ele será preso", afirmou o delegado.

Uma nova prisão do investigado já foi decretada pela Justiça do Maranhão.

Por que o diretor estava em liberdade?

Em junho, a Justiça revogou a prisão preventiva de Alberto Luiz após entender que houve excesso de prazo para a conclusão do inquérito policial e para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público.

Na decisão, o magistrado destacou que a denúncia não foi apresentada dentro do prazo legal e que a prorrogação das investigações ultrapassou o limite previsto no Código de Processo Penal.

Apesar da revogação da prisão, Alberto Luiz deveria cumprir medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, o afastamento das funções públicas, a proibição de frequentar escolas públicas e privadas, o recolhimento domiciliar no período noturno e a proibição de manter contato com vítimas e testemunhas.

Entenda o caso

Alberto Luiz foi preso em maio deste ano, suspeito de praticar abusos sexuais contra crianças dentro da creche onde trabalhava.

Durante as investigações, a Polícia Civil teve acesso a imagens do circuito interno de segurança que mostram o diretor-adjunto retirando crianças da sala de aula e levando-as para um depósito localizado próximo à diretoria, único ambiente da unidade sem monitoramento por câmeras. Segundo a investigação, ele permanecia no local por alguns minutos e, ao sair, entregava presentes às crianças.

Os investigadores também apontaram que o suspeito afastava a funcionária responsável pelas crianças antes de levá-las ao depósito. Pais relataram que as vítimas passaram a apresentar dores e mudanças de comportamento, o que motivou o aprofundamento das investigações.

Fonte: cidadeverde.com