Falsos pedreiros matam professora e arrancam o dedo da mesma para realizar saques em caixas eletrônicos

A Polícia Civil da Bahia concluiu as investigações sobre o assassinato da professora aposentada Vivaldina Jesus Bonfim, de 64 anos, morta durante um latrocínio (roubo seguido de morte) no município de Santa Rita de Cássia, no oeste baiano. Quatro pessoas foram presas e indiciadas por participação no crime, que chamou a atenção pela extrema violência
Segundo a investigação, além de roubarem objetos e dinheiro da residência, os criminosos arrancaram dedos da vítima após o homicídio para utilizar sua biometria em caixas eletrônicos. Com o método, o grupo conseguiu realizar três saques que totalizaram R$ 18 mil.
De acordo com a polícia, a ação criminosa teria sido planejada por uma afilhada da professora, que acreditava que a vítima mantinha dinheiro e objetos de valor guardados em um cômodo da casa. A suspeita teria indicado o imóvel aos comparsas e participado da execução do plano.
No dia do crime, dois homens foram até a residência sob o pretexto de realizar um serviço de reforma. Durante a abordagem, a professora foi agredida e obrigada a revelar onde estariam os bens. Conforme a investigação, ela resistiu às ameaças e acabou sendo morta com golpes de uma ferramenta.
Após o assassinato, as companheiras dos suspeitos chegaram ao local e ajudaram a recolher cartões bancários, celular e outros pertences da vítima. Ainda segundo a Polícia Civil, os dedos retirados foram armazenados para serem usados nas autenticações por biometria em uma agência bancária.
As movimentações financeiras realizadas logo após o crime foram fundamentais para o avanço das investigações. Imagens de câmeras de segurança e o rastreamento do celular da vítima permitiram que os policiais identificassem os envolvidos e reunissem provas que embasaram os pedidos de prisão.
Os quatro investigados permanecem presos preventivamente e responderão pelos crimes apontados pela polícia. O caso segue à disposição da Justiça para o andamento do processo.
